domingo, 25 de setembro de 2011

DISCURSO DE AHMADINEJAD NA ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU DENUNCIA AÇÕES DOS EUA

EXTRAÍDO DE http://www.vermelho.org.br O discurso do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, destoou dos demais realziados nesta 66ª Assembléia Geral das Nações Unidas. Na quinta-feira (22) Ahmadinejad denunciou os EUA e as outras potências ocidentais por uma série de crimes contra a humanidade. O líder iraniano disse que inúmeras os ataques do 11 de setembro permancem como um mistério e se tornaram um pretexto para que os norte-americanos iniciassem guerras no Afeganistão e no Iraque. Leia abaixo a íntegra do discurso do presidente iraniano, Ahmadinejad : Em nome de Deus, o Compassivo, o Generoso. Louvemos Alá, o senhor do Universo, e que a paz e todas as bênçãos desçam sobre nosso Mestre e Profeta Maomé, e sobre seu lar puro, seus nobres companheiros e todos os mensageiros divinos. 'Oh, Deus, apressai a vinda do Imã al-Mahdi, assegurai-lhe saúde e vitória, e fazei de nós seus seguidores, que atestam sua perfeição'. Senhor Presidente (etc.), Agradeço a Alá, o Magnífico, o Generoso, que me deu, mais uma vez, a oportunidade de falar a essa assembleia mundial. Tenho o prazer de manifestar meu agradecimento sincero a Sua Excelência Joseph Deiss, presidente da 65ª sessão, por seus imensos esforços durante seu mandato. Congratulo-me também com Sua Excelência Nassir Abdulaziz Al-Nasser, pela eleição para presidir essa 65ª sessão das Nações Unidas e desejo-lhe pleno sucesso. Permitam que aproveite a oportunidade para homenagear todos os mortos do ano que passou, sobretudo as vítimas da trágica fome que atinge a Somália e das devastadoras inundações que agrediram o Paquistão. Conclamo todos a que ampliem as ações de ajuda e assistência às populações afetadas naqueles países. Ao longo de vários anos, falei aqui sobre várias questões globais e sobre a necessidade de se introduzirem mudanças fundamentais na atual ordem mundial. Hoje, considerando os eventos internacionais, tentarei analisar a atual situação, de um ângulo diferente. Como todos sabem, o domínio e a superioridade dos seres humanos sobre outras criaturas dependem da própria natureza e verdade da humanidade, que são dons de Deus e manifestação da corporificação do espírito divino: – A fé em Deus, que é criador eterno de todo o universo. – A compaixão, o amor aos outros, a generosidade, a busca de justiça e integridade de palavras e ações. – A busca por dignidade para alcançar os cumes da perfeição, a aspiração de cada um a elevar a própria vida, material e espiritualmente, e o anseio por realizar a liberdade. – A oposição à opressão, à corrupção e a discriminação, e o emprenho para apoiar os oprimidos. – A busca por felicidade, por prosperidade e segurança duradouras, para todos. Eis algumas das manifestações dos atributos comuns, divinos e humanos, que se deixam ver claramente nas aspirações históricas dos seres humanos, refletidas na herança que recebemos da mesma busca, pela arte, pela literatura, em prosa e em verso, e pelos movimentos socioculturais e políticos que traçam a trajetória humana ao longo da história. Todos os profetas divinos e todos os reformadores sociais convidaram os seres humanos a trilhar esse caminho bom e reto. Deus deu dignidade à humanidade para elevá-la à altura Dele, para que, assim elevada, a humanidade possa assumir o papel de Seu sucessor, na Terra. Caros colegas e amigos: É vivamente claro que, apesar de todas as realizações históricas, inclusive a criação da ONU – que foi produto de incansáveis lutas e esforços de homens de pensamento livre e amantes da justiça, que nunca desistiram de buscá-la, e da cooperação internacional –, as sociedades humanas ainda estão longe de ter alcançado todos os seus nobres desejos e aspirações. Muitas nações em todo o mundo sofrem hoje, sob as atuais circunstâncias internacionais. E – apesar do desejo e do ímpeto para promover a paz e a fraternidade –, as guerras, os assassinatos em massa, a miséria que se alastra, crises socioeconômicas e políticas continuam a agredir o direito e a soberania das nações, deixando atrás de si danos irreparáveis, em todo o mundo. Aproximadamente três mil milhões de seres humanos em todo o mundo vivem com menos de 2,5 dólares por dia; e mais de mil milhões de seres humanos não comem sequer uma refeição suficiente, e regularmente, por dia. Quarenta por cento das populações mais pobres do mundo partilham apenas 5% do rendimento global. E 20% dos mais ricos do mundo dividem entre si 75% do rendimento global total. Mais de 20 mil crianças inocentes e pobres morrem diariamente no mundo, devido à pobreza. Oitenta por cento dos recursos financeiros dos EUA são controlados por 10% da população dos EUA; 90% da população tem de sobreviver com apenas 20% desses recursos. Quais as causas e as razões que subjazem por trás dessas desigualdades? Como se pode remediar tal injustiça? Os que dominam e comandam os centros do poder econômico global culpam ou o desejo do povo por religião e a busca por trilhar o caminho dos divinos profetas, ou a fraqueza das nações, ou o mau desempenho de grupos de indivíduos. Afirmam que só o que aqueles mesmos centros do poder econômico global pensem, decidam e prescrevam poderia salvar a humanidade e a economia mundial. Caros colegas e amigos Não lhes parece que as causas-raizes desses problemas devam ser procuradas na ordem que hoje domina o mundo, ou no modo como o mundo é governado? Gostaria de chamar a gentil e atenta atenção de todos para as seguintes questões: Quem arrancou à força dezenas de milhões de pessoas de seus lares na África e em outras regiões do mundo, durante o sombrio período da escravidão, fazendo daquelas pessoas vítimas da mais cega ganância materialista? Quem impôs o colonialismo por mais de quatro séculos, a todo aquele mundo? Quem ocupou terras e massivamente assaltou recursos naturais que eram patrimônio de outros povos, quem destruiu talentos e empurrou para a destruição os idiomas, as culturas e as identidades de tantos povos? Quem deflagrou a primeira e a segunda guerras mundiais, que fizeram 70 milhões de mortos e centenas de milhões de feridos, de mutilados e de sem-tetos? Quem criou a guerra na península da Coreia e no Vietnã? Quem, servindo-se de hipocrisia e ardis, impôs os sionistas, durante 60 anos de guerras, destruição, terror, assassinatos em massa, na região do mundo onde ainda estão? Quem impôs e apoiou durante décadas ditaduras militares e regimes totalitários em países da Ásia, da África e da América Latina? Quem atacou com armas atômicas populações indefesas e desarmadas e guarda milhares de ogivas nucleares em seus arsenais? Quais são as economias que dependem, para crescer, de criar guerras e vender armas? Quem provocou e estimulou Saddam Hussein a invadir e impor um guerra de oito anos contra o Irã? Quem o assessorou e o equipou para que atacasse nossas cidades e nosso povo com armas químicas? Quem usou os misteriosos incidentes de 11 de setembro como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque – matando, ferindo, deslocando milhões de seres humanos de seus locais tradicionais de vida nos dois países –, exclusivamente para alcançar a ambição de controlar o Oriente Médio e seus recursos de petróleo? Quem aboliu o sistema de Breton Woods e imprimiu milhões de milhões (trillions) de dólares sem qualquer lastro em ouro ou em moeda equivalente? Esse movimento desencadeou feroz inflação em todo o mundo, que serviu para facilitar a pilhagem de ganhos econômicos que outras nações tivessem. Qual o país cujos gastos militares superam anualmente uma centena de milhar de milhões de dólares, mais que todos os orçamentos militares de todos os povos do mundo, somados? Qual, de todos os governos do mundo, é hoje o mais endividado? Quem domina os establishments da política econômica em todo o mundo? Quem é responsável pela recessão econômica mundial, que hoje impõe suas pesadas consequências aos povos de EUA e Europa e de todo o planeta? Que governos estão sempre prontos a bombardear com milhares de bombas outros países, mas sempre são lerdos e hesitantes, quando se trata de distribuir comida, para povos atormentados pela fome, como na Somália e em outros pontos? Quem domina o Conselho de Segurança da ONU, ao qual caberia zelar pela segurança internacional? E há outras dezenas de perguntas semelhantes e, para todas elas, as respostas são claras. A maioria das nações e governos do mundo não têm qualquer culpa ou responsabilidade na criação das atuais crises globais e, de fato, são, elas, sim, vítimas daquelas políticas que geram crises. É claro como a luz do dia que os mesmos senhores de escravos e potências coloniais que, antes, provocaram as duas guerras mundiais, causaram toda a miséria e a desordem que, desde então, são causa de efeitos que se vêem em todo o planeta. Caros colegas e amigos, Teriam, aqueles poderes arrogantes, a competência e a habilidade para comandar ou governar o mundo, ou seria aceitável que se autodesignem os únicos defensores da liberdade, da democracia, dos direitos humanos, enquanto seus exércitos atacam e ocupam outros países? Como poderá algum dia a flor da democracia brotar dos mísseis, das bombas e dos canhões da NATO? Senhoras e senhores, Se alguns países europeus ainda se servem do Holocausto, depois de sessenta anos, como pretexto, para continuar a pagar resgate, pagar à chantagem dos sionistas, não será também obrigação daqueles mesmos senhores de escravos e potências coloniais pagar indenizações às nações afetadas? Se os danos e perdas do período da escravidão e do colonialismo tivessem sido de fato indenizados, o que teria acontecido aos manipuladores e potências que se escondem nos porões da cena política nos EUA e na Europa? E haveria ainda divisão entre o norte e o sul do mundo? Se os EUA e seus aliados da NATO cortassem pela metade seus gastos militares e usassem esses valores para ajudar a resolver os problemas econômicos em seus próprios países, estariam aqueles povos padecendo os sofrimentos da atual crise econômica mundial? Que mundo teríamos, se a mesma quantidade de recursos fosse alocada às nações mais pobres? O que pode justificar a presença de centenas de bases militares e de inteligência dos EUA em diferentes partes do mundo – 268 bases na Alemanha, 124 no Japão, 87 na Coreia do Sul, 83 na Itália, 45 no Reino Unido e 21 em Portugal? O que significa isso, senão ocupação militar? E as bombas armazenadas nessas bases não criam risco de segurança para outras nações? Senhoras e senhores, A principal pergunta tem de interrogar sobre a causa que serve de base a essas atitudes. A principal razão tem de ser buscada nas crenças e tendências do establishment. Assembleias de pessoas em contradição com valores e instintos humanos básicos, sem fé em Deus e sem atenção à via ensinada pelos divinos profetas, impõem a ganância, a sede de poder e seus objetivos materialistas, e tentam calar todos os superiores valores humanos e divinos. Para eles, só o poder e a riqueza contam. E justificam-se todos e quaisquer atos que promovam essas metas sinistras. Nações oprimidas sobrevivem sem qualquer esperança de verem restaurados e protegidos os seus direitos legítimos de resistir e opor-se àquelas potências. Aquelas potências visam só ao progresso delas próprias, prosperidade e dignidade só para elas mesmas, e miséria, humilhações e aniquilação para todos os demais povos. Consideram-se superiores às demais nações da Terra e por isso fariam jus a concessões e privilégios. Nada respeitam, não respeitam ninguém e violam, sem qualquer consideração, direitos de todas as demais nações e governos e povos do mundo. Proclamam-se, elas mesmas, guardiãs indiscutíveis de todos os governos e nações. Para tanto, servem-se da intimidação, de ameaças e da força. E fazem mau uso, uso abusivo, de mecanismos internacionais. Quebram, burlam, simplesmente, todas as leis e regulações internacionalmente reconhecidas e respeitadas. Insistem em impor a todos o seu estilo de vida e suas crenças. Apóiam oficialmente o racismo. Enfraquecem países mediante a intervenção militar – destroem a infraestrutura que encontrem naqueles países, para mais facilmente conseguirem saquear recursos naturais, tornando cada vez mais dependentes, nações e povos que querem ser independentes e soberanos. Semeiam sementes de ódio e hostilidade entre nações e povos de diferentes crenças, para impedi-los de alcançar seus objetivos de desenvolvimento e progresso. Todas as culturas, a vida, os valores e toda a riqueza de cada nação, as mulheres, os jovens, as famílias, além da riqueza material de cada nação, são sacrificadas ante o altar daquelas ambições hegemonistas e de uma inclinação doentia para escravizar e submeter os diferentes. Hipocrisia e todos os tipos de fingimento e mentira são admitidos, se ajudam a promover os interesses imperialistas. Admitem o tráfico de drogas e a matança de inocentes, se lhes parece que, com isso, facilitam a rota para que alcancem seus objetivos diabólicos. A NATO está há muito tempo extremamente ativa no Afeganistão ocupado. E, apesar disso, houve ali aumento dramático na produção de drogas ilícitas. Não admitem nenhuma opinião divergente, nenhum questionamento, nenhuma crítica. Mas, em lugar de tentar oferecer alguma explicação para o que fazem, põem-se, eles mesmos, na posição de vítimas. Servindo-se de uma rede imperial de imprensa e comunicações, que sempre esteve como ainda está sob a influência do pensamento colonialista, ameaçam qualquer opinião que discuta a versão oficial do Holocausto, do 11 de setembro e da violência dos exércitos invasores e ocupantes. No ano passado, quando se impôs, em todo o mundo, a necessidade de fazer-se investigação séria sobre os segredos ocultados nos incidentes de 11/Setembro/2001 – ideia apoiada por todas as nações e governos independentes e pela maioria da população dos EUA –, meu país e eu, pessoalmente, fomos pressionados e ameaçados pelo governo dos EUA. Em lugar de nomear equipe para investigar com seriedade o que realmente acontecera, assassinaram o perpetrador e jogaram o cadáver ao mar. Não teria sido razoável levar à justiça e processar abertamente o principal perpetrador do incidente a fim de identificar os elementos por trás do espaço seguro proporcionado para os aviões introduzirem-se e atacarem as torres gêmeas do World Trade? Por que não se cogitou de usar o julgamento de um suspeito, para realmente descobrir quem mobilizou terroristas e levou a guerra e tantas outras misérias a tantas partes do mundo? Há informação secreta que tenha de permanecer secreta? Considerar o sionismo visão ou ideologia sagrada é como obrigação imposta ao mundo. Toda e qualquer discussão sobre os fundamentos e a história do sionismo são pecados imperdoáveis. Mas eles permitem e endossam todos os sacrilégios e insultam todas as demais religiões. Liberdade real, dignidade plena, bem-estar e segurança estáveis e duradouros são direitos de todos os povos. Nenhum desses valores é alcançável enquanto tantos dependerem do atual e ineficiente sistema de governança mundial, nem ninguém jamais os alcançará mediante intervenção militar comandada por potências arrogantes e sob fogo dos aviões mortíferos da NATO. Aqueles valores só se podem realizar em contexto de independência reconhecida, de reconhecimento dos direitos dos diferentes, mediante cooperação harmônica. Haverá meio para resolver os problemas e desafios que atormentam o mundo, no contexto dos mecanismos e ferramentas que dominam o quadro internacional hoje? Há meios para ajudar a humanidade a atingir sua eterna aspiração por igualdade, segurança e paz? Todos os que tentaram introduzir reformas que preservassem as normas e tendências hoje existentes fracassaram. Os importantes esforços conduzidos pelo Movimento dos Não Alinhados e pelos Grupos 77 e 15 (G-77 e G-15), e por tantos destacados indivíduos, fracassaram também e não conseguiram introduzir mudanças fundamentais. A administração e o governo mundiais exigem reformas nos fundamentos. O que temos de fazer agora? Caros Colegas e amigos, Temos de trabalhar com decisão firme e em cooperação coletiva para traçar outro plano, que considere os princípios e os valores humanos fundamentais como o monoteísmo, a justiça, a liberdade, o amor e a busca pela felicidade. A criação da Organização das Nações Unidas ainda é dos maiores feitos históricos da humanidade. É preciso reverenciar a importância desse feito e usar o mais extensamente possível as capacidades dessa organização como ferramentas para alcançar os mais nobres projetos de toda a humanidade. Não podemos permitir que a organização planetária que manifesta o desejo coletivo de todos e as aspirações de toda a comunidade de nações seja desviada de seu bom curso e convertida, também ela, em arma a serviço das potências mundiais armadas. Temos de construir condições que assegurem a participação coletiva e o envolvimento de todas as nações, num esforço que leve à paz e à segurança para todos os povos do mundo. É preciso dar sentido profundo e real à governança partilhada e coletiva do mundo. Esse sentido profundo e real deve considerar e respeitar os princípios do direito internacional. A ideia de justiça deve servir de critério e base efetiva para todas as decisões e ações no plano internacional. Todos temos de reconhecer que não há outro modo para governar o mundo e pôr fim à violência, à tirania, a todas as discriminações. Não há outra via que leve a sociedade humana à prosperidade e ao bem-estar. Essa é verdade viva e reconhecida. Ao reconhecer essa verdade, deve-se reconhecer também que o que temos ainda não é suficiente. E temos de abraçar com fé o trabalho, que terá de ser incansável, para conseguir o que ainda não temos. Caros Colegas e Amigos Governança partilhada e coletiva do mundo é direito legítimo de todas as nações, e nós, como representantes delas, temos o dever de defender os direitos dos povos do mundo. Embora algumas potências tentem insistentemente frustrar todos os esforços internacionais que visem promover a cooperação coletiva, temos, mesmo assim, de fortalecer nossa certeza de que alcançaremos o objetivo comum de construir cooperação coletiva e partilhada para governar o mundo. As Nações Unidas foram criadas para tornar possível que todas as nações participassem do processo internacional de tomar decisões. Todos sabemos que esse objetivo ainda não foi alcançado porque falta justiça nas estruturas e mecanismos hoje vigentes nas Nações Unidas. A composição do Conselho de Segurança é injusta e desigual. Portanto, mudanças ali e a reestruturação das Nações Unidas são exigências basilares das nações, às quais a Assembleia Geral tem de dar atenção. Na sessão inaugural da reunião do ano passado, destaquei a importância dessa questão e propus que essa década fosse declarada década da Governança Global partilhada e coletiva. Quero hoje reiterar aquela proposta. Estou certo de que, mediante a cooperação internacional diligente, e com esforços de todos os líderes e governos do mundo, todos comprometidos com construir relações de justiça, e com o apoio das demais nações, conseguiremos construir um brilhante futuro comum. Esse movimento trilha com certeza o caminho certo para criar o que temos de criar, para assegurar futuro promissor a toda a humanidade. Futuro que será construído quando iniciativas da humanidade ouçam o que ensinam os divinos profetas, sob a liderança iluminada do Imã al-Mahdi, salvador da humanidade e herdeiro de todas as palavras divinas, dos líderes e da descendência de nosso grande Profeta. A criação de uma sociedade suprema e ideal, com a chegada de um ser humano perfeito, que ama verdadeira e sinceramente todos os seres humanos, garantida promessa de Alá. Virá com Jesus Cristo, para liderar os amantes da liberdade e da justiça que erradicarão a tirania e a discriminação e promoverão o conhecimento, a paz, a justiça, a liberdade e o amor por todo o mundo. Cada indivíduo conhecerá a beleza do mundo e as coisas boas e os atos justos trarão felicidade à humanidade. As nações, hoje, já despertaram e, aumentando a consciência entre todos, as nações já não sucumbirão à opressão e à discriminação. O mundo testemunha hoje, mais que nunca, o amplo despertar em terras islâmicas, na Ásia, na Europa e na América. Esses são movimentos em expansão, em influência e alcance, que visam a fazer justiça, criar liberdade e construir melhor futuro para todos. O Irã, nossa grande nação, permanece pronta para dar a mão a outras nações nessa bela via de harmonia, alinhados, todos nós, com as justas aspirações de igualdade de toda a humanidade. Saudemos mais uma vez o amor, a liberdade, a justiça, o conhecimento e o futuro luminoso pelo qual a humanidade espera. Nova York, 65ª sessão da Assembleia Geral da ONU, 22/9/2011

Aos/as maledit@s...

... que insistem em tentar fazer com que silenciamos! Rape Me Rape me, rape me my friend Rape me, rape me again I'm not the only one ahh I'm not the only one ahh I'm not the only one ahh I'm not the only one Hate me do it and do it again Waste me, rape me my friend I'm not the only one ahh I'm not the only one ahh I'm not the only one ahh I'm not the only one My favourite inside source I'll kiss your open sores Appreciate your concern You're gonna stink and burn Rape me, rape me my friend Rape me, rape me again I'm not the only one ahh I'm not the only one ahh I'm not the only one ahh I'm not the only one Rape me Rape me Rape me Rape me Rape me Rape me Rape me Rape me Rape me

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

AS MULHERES E A FILOSOFIA

É o registro de um bate-papo franco e aberto, realizado com mulheres ligadas à filosofia em uma tarde ensolarada no interior do Estado de São Paulo. A Jambeiro Filmes e a co-realizadora Marília Mello Pisani agradecem à Universidade São Judas Tadeu pelo apoio.

As Mulheres e a Filosofia from jambeirofilmes on Vimeo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Porque excluir nem sempre é um ato consciente

Por esses dias, fui ao mercado comprar itens necessários pra minha sobrevivência. Passei alguns segundo guardando itens comprados fora do mercado no "guarda-volumes", o qual somente pode ser utilizado se, e somente se, o cliente ir ao segurança pedir a chave do guarda-volumes. Detalhe, isto está explicado num cartaz imenso, colado na parede de frente pro guarda-volumes. Sempre me incomodou essa ideia de ter q retirar a chave com o segurança, mas não sabia exatamente o porquê, pensava que era porque eu estava sendo controlada e/ou porque sou ranzinza! rs Quando fui retirar minhas coisas do guarda-volumes, encontrei uma senhora, olhando para os armários. Ela olhou todos e passou os olhos pelo cartaz. Mas, não foi retirar a chave com o segurança. Pensei: "será que ela não consegue achar o armário que ela guardou as coisas dela?!". Retirei minhas coisas do armário, retirei minha chave e fui devolver pro segurança. Foi quando entendi porque aquele cartaz me incomodava. A senhora viu o cartaz, mas como não sabia ler, não foi retirar a chave com o segurança. Voltei e perguntei à ela se queria guardar as sacolas, ela disse que sim, então, contei o segredo de onde estava a chave dos armários. Saí do mercado desconsolada e pensei em várias coisas que um/uma analfabeto (a) deixa de fazer porque não compreende. Saber que há uma mensagem e não conseguir compreende-la deve ser um castigo. Isso pensando que o castigo da ignorância nos leva a cometer atos e infrações, por vezes, graves. A senhora não sabia ler e isso não permitia guardar suas coisas num guarda-volumes de mercado, onde mais ela foi excluída?! Pode parecer um absurdo que em pleno século XXI exista pessoas analfabetas no Brasil e no mundo. Pensei sobre a senhora, pensei sobre a educação, acabei pensando na educação feminina. Lembrei do texto da Guacira Lopes Louro, Prendas e antiprendas: uma escola de mulheres. Resgatei na memória textos que li numa disciplina de "Políticas Públicas" no mestrado, ano passado, que diziam sobre o início do acesso das mulheres às escolas. Cheguei à conclusão de que somos limitadas ao convívio em sociedade quando não sabemos ler e escrever, mas também somos limitados por saber ler e escrever, pois não conseguimos expressar aquilo que é escrito à alguém que não sabe ler. Como expressar a informação de que se deve retirar a chave do guarda volumes com o segurança sem a escrita ou a fala?! Se alguém conseguir, por favor, me avise! Sou limitada e não consegui pensar em nada!

sábado, 3 de setembro de 2011

NUMA SEMANA QUE OS ESTUDANTES DA UEM DÃO SHOW, PROFESSOR DA UEM E INTEGRANTE DA CVU DÁ "SHOW" TAMBÉM

Na semana em que os estudantes da UEM deram um show de ética e respeito, professor da UEM e integrante da Comissão do Vestibular Unificado (CVU) acaba "soltando o verbo" sobre as professoras Marta Bellini e Angela Caniato no Café Machiatto. Infelizmente para o professor língua solta, as falas dele e de quem estava com ele foram gravadas... lamentável que este tipo de comentário seja feito por colegas de trabalho na UEM. Se bem que já vi coisas BEM estranhas acontecerem por lá e TODO mundo se calar, em nome da instituição, pra não "sujar" o nome da instituição. Mas, chamar professoras da instituição de safadas e bandidas... ahhh... isso pode! E agora, UEM?! Quem poderá te ajudar?!!? sinto vergonha... aliás, há muito tempo sinto vergonha de ser estudante da UEM, pois o modo como os gestores direcionam a verba pública e os processos são quase sempre no "jeitinho"... me orgulhei dos estudantes essa semana, pra voltar a sentir vergonha... VERGONHA, PROFESSORES! VERGONHA! vcs têm? AGORA, QUERO VER O QUE ACONTECERÁ COM ESTE PROFESSOR QUE OFENDE E AGRIDE AS PROFESSORAS!!! DO BLOG DA MARTA BELLINI, COM O TÍTULO: "NO BREJO DA MÁ-RINGÁ, LÍNGUA SOLTA..." "A Marta Bellini é bandida, é safada... palavras ditas agora a tarde por um professor da Universidade Estadual de Maringá no Machiatto, um lugar onde toma-se um bom café na cidade de Maringá. Mas é um lugar pequeno onde a voz desse exaltado professor aliado do reitor da Universidade, professor que trabalha na CVU (seção de vestibular da UEM), foi gravada por minha filha que lá também estava e ouviu (revoltada) a conversa do rapaz com mais três professoras e a filha de uma delas. A conversa: - a Marta Bellini e a Angela Caniato querem tomar o lugar do reitor da UEM (como fossemos nós as golpitas de plantão, não professor E. A. de T.?). - são duas bandidas e safadas. A Angela Caniato é uma burguesinha que mora em uma casa de um quarteirão (professor E., que exagero! Isso não é verdade. E se fosse?). - os alunos são baderneiros e cachaceiros que fumam ... no "meu tempo fumar era cool, era diferente... agora quem fuma ajuda o tráfico".... (oh, my god, será que o professor quer dizer que ele fumou quando era cool? Ele um dia foi cool?) - os estudantes queriam falar muito na TV Globo...eu não, quando dei entrevista sobre o vestibular, falei tudo direitinho para que a Globo não precisasse editar ..(hum, que professor bonzinho!)... eles não... Uma das professoras se gabava ao dizer que depois que ela fez cirurgia no joelho os alunos não gostam das aulas dela, que não está dando boas aulas. A filha de uma das professoras (aluna da UEM) dizia: é os alunos reclamam da fila, mas isso não é nada.... É bem a cara da base aliada da Universidade. É bem feio. É bem da SOBERBA DE BREJO. Precisamos dar mais educação aos educadores. Gabar-se em público e difamar duas professoras que não se aliam ao estado de coisas da administração da universidade é crime. Mas parece que o exaltadinho professor não está nem aí. Enfim, quem muito fala mal dos outros dá bom dia a cavalo. E a internet existe para desmascarar esse tipo de coisa feia. O vídeo com a voz será avaliado e com alto e bom som, poderei mostrar como que é um certo setor da universidade. P.S. Foi o mesmo professor que disse a um colega do mesmo departamento que eu e as pessoas que estão com processo administrativo fomos responsáveis pela extinção de uma área da capes, a área 46. E disse ainda que foi o reitor que comentou com ele isso. Soberba de brejo." O DIÁRIO ONLINE: "PROFESSORA DA UEM DIZ TER SIDO XINGADA EM LOCAL PÚBLICO"

LAERTE: aos politicamente incorretos

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

AO MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO MANUEL GUTIÉRREZ

A TODOS OS ESTUDANTES DA UEM QUE PARTICIPARAM DO MOVIMENTO!